março 19, 2010

Testamento



Eu lego aos meus amigos
Um azul cerúleo para voar alto.
Um azul cobalto para a felicidade.
Um azul ultramarino para estimular o espirito.
Um vermelhão para o sangue circular alegremente.
Um verde musgo para apaziguar os nervos.
Um amarelo ouro:riqueza.
Um violeta cobalto para o sonho.
Um garança para deixar ouvir o violoncelo.
Um amarelo barife: ficção cientifica e brilho; resplendor.
Um ocre amarelo para aceitar a terra.
Um verde veronese para a memória da primavera.
Um anil para poder afinar o espirito com a tempestade.
Um laranja para exercitar a visão de um limoeiro ao longe.
Um amarelo limâo para o encanto.
Um branco puro:pureza.
Terra de siena natural: a transmutação do ouro.
Um preto suptuoso para ver Ticiano.
Um terra de sombra natural para aceitar melhor a melancolia negra.
Um terra de siena queimada para o sentimento de duração.
Maria Helena Vieira da Silva (1908-1993)


março 12, 2010

Percursos de leitura em diferentes suportes: da leitura por prazer à leitura para adquirir conhecimento



O presente texto tem como objectivo partilhar um percurso de formação no âmbito do ensino e da aprendizagem da leitura em diferentes suportes, contemplando a transversalidade das suas funções. Por isso, reflectimos e aprofundámos aspectos pedagógicos relacionados com a leitura por prazer até à leitura para adquirir conhecimento.

Numa época em que o conhecimento é considerado a maior riqueza dos povos, é fundamental dotar os cidadãos de ferramentas que lhes possibilitem o acesso à informação de forma útil e eficaz. Com efeito, ser capaz de ler com proficiência é uma competência indispensável para aceder ao conhecimento não só académico, mas também do mundo e, por consequência, saber usá-lo para melhorar a qualidade de vida.

No caso do ensino em Portugal, os resultados comparativos da OCDE continuam a mostrar que os estudantes portugueses apenas resolvem com sucesso as tarefas básicas de leitura. Os resultados das provas nacionais e internacionais mostram que é necessário continuar a trabalhar a compreensão leitora para que os desempenhos possam ser melhores. Nesse sentido, considerámos que a oficina realizada poderia dar um contributo significativo, dotando os professores de saberes que lhes permitam contribuir para o desenvolvimento da competência literácita nos alunos que actualmente frequentam as nossas escolas. Assim, é possível ter indivíduos a ler melhor e a ler mais. Como acreditamos que este trabalho, no actual século XXI, fica ainda mais enriquecido com a participação das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), delineou-se um plano de trabalho interactivo entre os dois domínios: leitura e TIC.

O principal efeito a produzir visava realmente a mudança de práticas pedagógicas, cujos procedimentos ou materiais didácticos respondessem a preocupações de natureza diversa, rentabilizando a mais-valia das TIC na planificação e execução das sequências didácticas. Para tal, as propostas de trabalho estavam orientadas para a:
(i) diversificação dos materiais e situações de leitura de forma a compreender as múltiplas funções da leitura;
(ii) criação e dinamização de contextos promotores de leitura;
(iii) implementação de percursos diversificados que promovessem o prazer de ler;
(iv) a utilização da leitura para adquirir conhecimentos;
(v) o desenvolvimento da compreensão leitora;
(vi) a utilização de técnicas de localização, selecção e organização de informação em diferentes suportes e a produção de materiais pedagógicos.

Os conteúdos da acção tiveram como ponto de partida a desconstrução do sentido da leitura, assumindo-se como ponto de chegada a utilização das TIC como contexto e como instrumento do trabalho realizado, que visava um contexto de aprendizagem em sala de aula.
Nesta fase de balanço, consideramos que o resultado do trabalho foi bastante positivo, atingindo os objectivos propostos inicialmente. Durante as actividades presenciais de formação, os assuntos que globalmente despertaram mais interesse foram os associados à utilização dos diferentes suportes informáticos, a partir dos quais se podiam explorar os diferentes suportes de leitura. Como resultado, os formandos mostraram muito interesse em utilizá-los com os seus alunos e foram aplicando, mesmo no decorrer da formação, essas ferramentas com as suas turmas.

O grupo de formação era oriundo de vários agrupamentos de Lisboa, sendo constituído por professores dos grupos 110, 200, 210 e 220, nomeadamente de 1º e 2º CEB, com experiência variada no desenvolvimento de projectos educativos. Os formandos apresentavam uma grande curiosidade no que dizia respeito à utilização das TIC ao serviço da aprendizagem da leitura, o que se reflectiu no grande investimento que foram fazendo, ao longo das sessões presenciais e não presenciais, na exploração e utilização das diferentes ferramentas. A diversidade de experiências entre os participantes foi utilizada durante as sessões presenciais para o enriquecimento das actividades, promovendo trocas entre os elementos do grupo de formação e contribuindo para estreitar os laços interpessoais de colaboração. Globalmente, o grupo de formandos caracterizava-se por um grande interesse na aprendizagem na área da utilização das TIC ao serviço da promoção da leitura, tendo revelado interesse em continuar a desenvolver actividades apoiadas no âmbito de outras acções semelhantes.

O nível de participação individual revelou-se muito elevado na maioria dos formandos, devido a factores como as suas características pessoais, às estratégias pedagógicas utilizadas e ao bom ambiente humano que depressa se estabeleceu na classe de formação.
As metodologias e técnicas pedagógicas utilizadas foram mistas, envolvendo, por parte dos formadores, exposições orais práticas, assim como discussões orientadas e debates em grande grupo, integrando experiências significativas por parte dos formandos e realização de actividades práticas guiadas.


Carolina Gonçalves - Professora da Escola Superior de Educação de Lisboa


João Carlos Sousa- Professor destacado no Centro Ciência Viva-Sintra

março 10, 2010

Acção de Formação para professores bibliotecários

Curso de Formação
Gestão da Biblioteca Escolar no agrupamento

O CFMBM em colaboração com a RBE e a DGIDC vai realizar um curso de formação no formato Blended Learning, ou seja, com 2 sessões presenciais e 3 sessões com o recurso à plataforma Moodle, de forma a criar um espaço de interacção alargada enriquecendo a partilha de novos conteúdos e novas práticas.

O curso terá 15H, sendo 6 dessas online, e vai ser disponibilizada a inscrição a partir de 15 de Março na página do CFMBM assim como as condições de participação e selecção.

março 09, 2010

Avaliação do Plano de Formação Contínua de 2009

O plano de formação contínua de 2009, financiado pelo Orçamento de Estado, para docentes e não docentes teve inicio em 15/06/2009 e foi concluído a 4/03/2010. Após vários ajustes executou 25 acções, sendo duas para não docentes. Das 25 Acções, 13 foram Oficinas de Formação, uma Círculo de Estudos e as restantes Cursos de Formação. Estiveram inscritos na plataforma 910 Docentes e 68 não docentes, dos inscritos ficaram em lista de espera 40% e desistiram aproximadamente 10%. Concluíram com aproveitamento 455 docentes e 34 não docentes.

A ficha de avaliação a que os formandos responderam permitiu avaliar a planificação e execução da acção, o(s) formador(es) e os materiais e fazer uma apreciação global do contexto formativo. Na apreciação global da acção 41,9% dos formandos docentes atribuiram Muito Bom , 39,5% Excelente, 14,9% Bom ,2,2% Satisfaz e 1,4% Fraco. Para os mesmos critérios 48,9% dos formandos não docentes consideram Excelente, 41,5% Muito Bom e 8,6% Bom.

Para uma apreciação mais cuidada da avaliação do plano docente pode consultar:
e também do plano não docente:

março 02, 2010

Aplicação electrónica de candidatura a Licença Sabática

Informamos todos os nossos associados que, se encontra disponível a Aplicação electrónica de candidatura a Licença Sabática para o ano escolar de 2010/2011. A aplicação vai estar disponível entre 1/03/2010 e as 18 horas do dia 15 de Março. Para mais informações consulte a Portaria n.º 350/2008 de 5 de Maio de 2009 e http://www.dgrhe.min-edu.pt/.

fevereiro 28, 2010

Elementos para a Didáctica da Filosofia



Realizou-se neste Centro, de 6 de Outubro a 15 de Dezembro de 2009, o Curso de Formação em epígrafe, dedicado às tradicionais e novas didácticas da filosofia. O ponto de partida e referência permanente foram os actuais programas do ensino secundário. Recordando que o problema da ensinabilidade da filosofia reporta aos Sofistas e a Platão, e que Kant e Hegel figuram ainda hoje como marcos paradigmáticos de respostas diferentes, perspectivou-se compreender o ensino/aprendizagem da filosofia a dois níveis: 1. reflexão e investigação; 2. planeamento e programação. Os respectivos conteúdos versaram sobre certos aspectos de desenvolvimento dos programas (históricos e inovadores), acentuando-se aí a pesquisa das metodologias/didácticas mais apropriadas à leccionação dos mesmos. Neste sentido, insistiu-se na vocação pedagógica da filosofia. Preparar uma aula de filosofia – planear e programar – é uma questão inerente à constituição mesma da actividade reflexiva. Ensina-se filosofia, filosofando; aprende-se filosofia, igualmente filosofando. Eis por que importa recordar sempre o que significa ser professor, especialmente de filosofia, dada a especificidade própria e inconfundível desta disciplina, consoante as diferentes faixas etárias (crianças, adolescentes, adultos). Certamente que não existe um modelo exclusivo de ser professor: só quando o aprendiz de filósofo protagoniza a sua própria existência, apreende a articulação constitutiva entre ensinar e filosofar, ao ensinar a filosofar. Justifica-se também por isso uma apropriação pessoal dos actuais programas do ensino secundário.





António Rocha Martins (formador do CCPFC- Doutorado em Filosofia pela UL)

fevereiro 15, 2010

Doutouranda em Processo de Investigação no CFMBM

Camila Galindo, Doutoranda em Educação da Universidade Estadual Paulista (Brasil), está a realizar parte da sua investigação em Portugal na Universidade de Lisboa e realiza alguma pesquisa para o seu trabalho final no nosso Centro de Formação.

A Cooperação é um dos princípios que pretendemos seguir quando recebemos estes investigadores.

Processo de identificação das NEE

Ciclos de Sábados durante 2010


Um sábado por mês todos os que participarem neste ciclo vão ter oportunidade de divulgar práticas, trocar opiniões, partilhar saberes e dúvidas.

Para quem se quiser inscrever aqui fica o endereço: http://proinclusao.com.sapo.pt/sabados.pdf

Dinamizadora: Ana Paula Joaquim

fevereiro 05, 2010

A Educação em ciências nos primeiros anos


A educação em ciências no jardim de infância não recebeu ainda a devida atenção, nem tem sido considerada uma tarefa importante neste primeiro nível do sistema educativo. Nos últimos anos, porém, as tendências mudaram significativamente. As investigações que tomam a educação de infância como terreno de pesquisa começam a ter visibilidade e os seus resultados merecem a análise e a reflexão de todos quantos se ocupam deste nível de ensino, quer na dimensão político-administrativa, quer na dimensão da formação inicial e contínua de educadores.

Este movimento era previsível. Por um lado, pela atenção que vem sendo dada à educação de infância a nível nacional e internacional, como consequência dos estudos que demonstram que o investimento neste nível de ensino é altamente reprodutivo no futuro. Por outro lado, porque, em face dos contributos teóricos de eminentes psicólogos e especialistas do desenvolvimento da criança, como Gesell, Piaget, Wallon, Piéron, Vygostky, Bruner, Ausubel, etc. começava a tornar-se teoricamente insustentável que a infância permanecesse arredada das agendas de investigação sobre educação em ciências.
No entanto, não basta que haja uma significativa e convincente produção e evidência científica num determinado domínio da actividade humana para que as atitudes e as práticas dos actores implicados mudem significativamente, como comentava com desilusão o próprio Piaget (Psicologia e Pedagogia, 1969) acerca da permanência dos velhos métodos pedagógicos, apesar da evolução e contributos inestimáveis da psicologia do desenvolvimento e da aprendizagem.
Daí ser pertinente (e necessário) perguntar: se a educação em ciências é importante a partir das primeiras idades, como convencer os educadores à sua prática quotidiana nas salas? E como induzi-los à implementação das actividades e estratégias mais adequadas para o conseguir?
A oficina de formação “Despertar para a ciência – actividades dos 3 aos 6”, faz a divulgação da brochura com o mesmo nome, criada no âmbito do trabalho desenvolvido pela DGIDC, na área da educação pré-escolar e tem-se revelado de muito interesse e participação pela parte dos formandos. Além da oportunidade dos participantes experimentarem activamente as várias actividades que vão surgindo ao longo da formação, este espaço tem servido também de partilha e de troca de experiências e saberes, contribuindo para alargar horizontes no que respeita à literacia cientifica e para a melhoria das práticas neste âmbito.


Ana Paula Correia (Formadora da oficina Despertar para a Ciência - Actividades dos 3 aos 6)

Correia, Ana (2004). A Educação em Ciências no Pré-escolar: Análise comparada em contextos europeus. Tese de Mestrado em Ciências da Educação. Universidade de Lisboa. Faculdade de Ciências.

janeiro 30, 2010

Certificação de Competências TIC

Informamos os docentes que possuem a ECDL Portugal (Carta Europeia de Condução em Informática) que vão ser certificados em competências digitais pelo Despacho 1264/2010.

Consulte: http://dre.pt/pdf2sdip/2010/01/012000000/0254502545.pdf

janeiro 20, 2010

Colaboração do CFMBM com investigadora

A investigadora Helena Maria Cardoso Borges Roque professora de QE e formadora de professores está a desenvolver um trabalho de investigação no âmbito do Doutoramento com Base Curricular em didáctica da Universidade de Aveiro. Pretende levar a cabo um inquérito por questionário on-line, centrado na abordagem pedagógico-didáctica do texto poético e na utilização das TIC.

Nesta base solicitou a colaboração dos professores de 1.º ciclo e dos professores de Português 2.º e 3.º ciclos. O questionário é anónimo e confidêncial e todos os que responderem terão acesso a um conjunto de poemas e a mais 20 actividades com base em texto poético, adequadas ao seu ciclo de ensino.

Para aceder ao questionário basta clicar em: http://www.com-poesia.com/


A vossa colaboração pode ser interessante.

janeiro 18, 2010

Boas Vindas

O CF MBMedeiros agradece o vosso interesse e participação nas diferentes actividades implementadas. Em breve vos faremos chegar novas informações através de newsletter.

Até breve.

janeiro 02, 2010

Bem-vindo/a Newsletter do CF Maria Borges de Medeiros

Noticias do Centro de Formação

O Centro de Formação Maria Borges de Medeiros, tem a partir de agora (Janeiro/2010) uma "newsletter"que irá ser desenvolvida a partir deste Blog. Periodicamente as notícias mais importantes serão enviadas aos seus subscritores atrás da nossa lista de distribuição.

Para a subscrever basta aceder à seguinte página: http://groups.google.com/group/cfmbm-newsletter

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