fevereiro 28, 2010

Elementos para a Didáctica da Filosofia



Realizou-se neste Centro, de 6 de Outubro a 15 de Dezembro de 2009, o Curso de Formação em epígrafe, dedicado às tradicionais e novas didácticas da filosofia. O ponto de partida e referência permanente foram os actuais programas do ensino secundário. Recordando que o problema da ensinabilidade da filosofia reporta aos Sofistas e a Platão, e que Kant e Hegel figuram ainda hoje como marcos paradigmáticos de respostas diferentes, perspectivou-se compreender o ensino/aprendizagem da filosofia a dois níveis: 1. reflexão e investigação; 2. planeamento e programação. Os respectivos conteúdos versaram sobre certos aspectos de desenvolvimento dos programas (históricos e inovadores), acentuando-se aí a pesquisa das metodologias/didácticas mais apropriadas à leccionação dos mesmos. Neste sentido, insistiu-se na vocação pedagógica da filosofia. Preparar uma aula de filosofia – planear e programar – é uma questão inerente à constituição mesma da actividade reflexiva. Ensina-se filosofia, filosofando; aprende-se filosofia, igualmente filosofando. Eis por que importa recordar sempre o que significa ser professor, especialmente de filosofia, dada a especificidade própria e inconfundível desta disciplina, consoante as diferentes faixas etárias (crianças, adolescentes, adultos). Certamente que não existe um modelo exclusivo de ser professor: só quando o aprendiz de filósofo protagoniza a sua própria existência, apreende a articulação constitutiva entre ensinar e filosofar, ao ensinar a filosofar. Justifica-se também por isso uma apropriação pessoal dos actuais programas do ensino secundário.





António Rocha Martins (formador do CCPFC- Doutorado em Filosofia pela UL)

fevereiro 15, 2010

Doutouranda em Processo de Investigação no CFMBM

Camila Galindo, Doutoranda em Educação da Universidade Estadual Paulista (Brasil), está a realizar parte da sua investigação em Portugal na Universidade de Lisboa e realiza alguma pesquisa para o seu trabalho final no nosso Centro de Formação.

A Cooperação é um dos princípios que pretendemos seguir quando recebemos estes investigadores.

Processo de identificação das NEE

Ciclos de Sábados durante 2010


Um sábado por mês todos os que participarem neste ciclo vão ter oportunidade de divulgar práticas, trocar opiniões, partilhar saberes e dúvidas.

Para quem se quiser inscrever aqui fica o endereço: http://proinclusao.com.sapo.pt/sabados.pdf

Dinamizadora: Ana Paula Joaquim

fevereiro 05, 2010

A Educação em ciências nos primeiros anos


A educação em ciências no jardim de infância não recebeu ainda a devida atenção, nem tem sido considerada uma tarefa importante neste primeiro nível do sistema educativo. Nos últimos anos, porém, as tendências mudaram significativamente. As investigações que tomam a educação de infância como terreno de pesquisa começam a ter visibilidade e os seus resultados merecem a análise e a reflexão de todos quantos se ocupam deste nível de ensino, quer na dimensão político-administrativa, quer na dimensão da formação inicial e contínua de educadores.

Este movimento era previsível. Por um lado, pela atenção que vem sendo dada à educação de infância a nível nacional e internacional, como consequência dos estudos que demonstram que o investimento neste nível de ensino é altamente reprodutivo no futuro. Por outro lado, porque, em face dos contributos teóricos de eminentes psicólogos e especialistas do desenvolvimento da criança, como Gesell, Piaget, Wallon, Piéron, Vygostky, Bruner, Ausubel, etc. começava a tornar-se teoricamente insustentável que a infância permanecesse arredada das agendas de investigação sobre educação em ciências.
No entanto, não basta que haja uma significativa e convincente produção e evidência científica num determinado domínio da actividade humana para que as atitudes e as práticas dos actores implicados mudem significativamente, como comentava com desilusão o próprio Piaget (Psicologia e Pedagogia, 1969) acerca da permanência dos velhos métodos pedagógicos, apesar da evolução e contributos inestimáveis da psicologia do desenvolvimento e da aprendizagem.
Daí ser pertinente (e necessário) perguntar: se a educação em ciências é importante a partir das primeiras idades, como convencer os educadores à sua prática quotidiana nas salas? E como induzi-los à implementação das actividades e estratégias mais adequadas para o conseguir?
A oficina de formação “Despertar para a ciência – actividades dos 3 aos 6”, faz a divulgação da brochura com o mesmo nome, criada no âmbito do trabalho desenvolvido pela DGIDC, na área da educação pré-escolar e tem-se revelado de muito interesse e participação pela parte dos formandos. Além da oportunidade dos participantes experimentarem activamente as várias actividades que vão surgindo ao longo da formação, este espaço tem servido também de partilha e de troca de experiências e saberes, contribuindo para alargar horizontes no que respeita à literacia cientifica e para a melhoria das práticas neste âmbito.


Ana Paula Correia (Formadora da oficina Despertar para a Ciência - Actividades dos 3 aos 6)

Correia, Ana (2004). A Educação em Ciências no Pré-escolar: Análise comparada em contextos europeus. Tese de Mestrado em Ciências da Educação. Universidade de Lisboa. Faculdade de Ciências.